/

Controlo do NMP

O Nemátodo da Madeira do Pinheiro (NMP), é actualmente uma realidade no nosso País, sendo conhecida como a “Doença da Murchidão dos Pinheiros”. É considerado um dos organismos patogénicos mais perigosos para as coníferas a nível mundial, em especial para o pinheiro bravo, por apresentar um grau de virulência muito elevado, onde as árvores morrem num curto espaço de tempo após o contágio.

No âmbito da erradicação do NMP a APAS Floresta estabeleceu em 2011 um protocolo com o Fórum Florestal, cabendo a coordenação geral dos trabalhos perspectivados (metodologias, procedimentos de controlo, esclarecimentos e interpretações) ao ICNF.

Os trabalhos práticos desenvolvidos neste âmbito pela APAS Floresta foram:

  • Prospecção e identificação de exemplares de resinosas que apresentavam sintomas de declínio (secas ou a secar) e exemplares sãos localizados em perímetros de segurança (r=100m) circundantes a focos positivos isolados para a presença do NMP;
  • Abate dos exemplares identificados e extracção/eliminação destes e dos sobrantes de exploração resultantes e respectiva valorização, sempre que possível;
  • Eliminação dos sobrantes resultantes de acções de eliminação de exemplares de resinosas conduzidas por privado, sempre que não executado pelos próprios;
  • Instalação e monitorização de armadilhas destinadas à captura do insecto-vector do NMP e de outros agentes causadores do declínio.
  • Promoção de acções de sensibilização destinadas ao controlo do NMP a desenvolver pelas populações locais, orientando os visados quanto aos procedimentos referentes.

A metodologia de trabalho baseou-se na divisão do território em quadrículas operacionais de 1x1km, tendo sido atribuído à APAS Floresta 274 quadrículas. As quadrículas de prospecção abrangeram parcialmente três PROF’s, Centro Litoral, Ribatejo e Oeste, tendo sido identificas 724 árvores sintomáticas, tal como se apresenta seguidamente: